Tá certo que jogar na Páscoa é mais fácil que jogar no dia das mães, afinal, Jesus não vai usar chantagem emocional e ficar se lamentando que os filhos o abandonaram no seu dia. Mas quando a gente vê 11 atletas em campo, todos com mãe em casa, fica difícil engolir a desculpa de que não dá pra jogar porque é preciso ficar com suas mamães. Tudo isso pra dizer que, do elenco do UH que compareceu ao jogo-treino deste domingo, apenas 4 eram do time.
Não desmerecendo os convidados, que aliás, diga-se de passagem, têm tido o espírito mais putão do que muitos do elenco. Dos já figurinhas fáceis Daniel, Jhonny e Bruno aos recém-chegados Dedé, Thiago Sargento, Leandro David Villa e João Paulo, todos deram demonstração que o importante é brincar no Universidad. Mas apenas Thiago, Roberto, Renato e Leandro honraram o "Manto Histórico" neste domingo.
Vêm aí compromissos sérios. Futebol é momento. Antiguidade não é posto. O jogador é que se escala. Não consigo mais me lembrar de nenhum clichê, mas o importante é que é pra jogar no dia do filé, tem que estar presente no dia de roer o osso. E se tem gente que acha que o UH está tão descaracterizado que daqui a pouco o escudo vai ser como o acima, o recado é que, como diria Lampedusa, as coisas têm de mudar para permanecerem iguais. Por mais gay que seja citar Lampedusa num Blog esculhambado como esse.
